Porto Alegre, 07 de setembro de 2010


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SÉRGIO AUGUSTO ACOSTA
Antes de Sérgio Augusto Acosta nascer, a mãe já sabia que ele seria uma criança especial. Foi avisada de que o menino teria várias deficiências devido a uma doença de mal-formação congênita. Serginho não teria braços e nem todos os dedos dos pés. Mas como o sonho de ser mãe falou mais alto, Tatiana dos Santos resolveu arriscar e assumir todas as conseqüências. Ganhou um filho especial. Mas especial também porque apesar de todas as dificuldades, o garoto de quatro anos tem uma enorme vontade de viver, seja para sorrir, brincar ou cantar.
– Quando Sérgio Augusto nasceu não foi nenhuma surpresa pra mim. Porque eu sabia desde os dedinhos dele, que tem três num pé e quatro no outro, até o rosto. Tudo eu tinha visto nos exames. Tudo, tudo, tudo – conta a mãe.
Tatiana já conhecia o trabalho da AACD antes de ser mamãe, pois sempre quis trabalhar com crianças deficientes. Como agente comunitária da saúde, ela ensina pessoas a prevenir doenças. E precisa fazer horas extras todos os dias para levar o filho para a AACD. A rotina começa na quinta-feira ao meio-dia. Ela arruma as coisas, trabalha a tarde toda e depois posa na casa da mãe. Na sexta, pega o ônibus com destino a Porto Alegre às 3h da madrugada. Fica a manhã toda na terapia e só retorna para Sobradinho de noite.
– A AACD foi responsável por 90% de tudo o que ele consegue fazer hoje. Porque ele não se firmava, não parava sentado direito, não fazia nada. Se não fosse a AACD a gente estaria muito triste na vida – confessa a vó Maria Osvaldina da Rosa.
 
A dedicação e o amor desta família estão sendo fundamentais para que Serginho supere seus limites. Nem a mãe imaginava que o menino poderia um dia escovar os dentes sozinho, por exemplo. Mas com a ajuda da AACD, ele está cada vez melhor. Serginho come sem precisar de auxílio de outra pessoa, anda a cavalo com o seu avô Augusto Noé, desce de sua cama sozinho e adora cantar. A sua música predileta foi tema do filme 2 Filhos de Francisco, que conta a história da dupla sertaneja Zezé Di Camargo & Luciano. É só pedir uma palhinha para ele começar:
 
– No dia em que saí de caaaaaasa/minha mãe me diiiisse/filho vem cáaaaa. Passou a mão em meus cabeeeelos/olhou em meus oooolhos/e começou a falaaaar...


A história de Serginho é um exemplo para todos os pais. É a comprovação de que o amor de mãe pode superar todos os desafios.

Por Adão Júnior, colaborador voluntário.
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